Câmara Episcopal prorroga o isolamento social na Igreja

Nestes tempos de pandemia do COVID-19 temos enfrentado enormes desafios pastorais no acompanhamento de nosso rebanho. Temos visto e ouvido muitos relatos sobre dor, medo e insegurança, na medida em que a contaminação avança, lotando hospitais e deixando atrás de si um luto que não se pode nominar.

Contraditoriamente, e pela graça misericordiosa de Deus, temos descoberto novos jeitos de viver a fé e estamos nos aproximando como podemos, por meios virtuais, que nos permitem orar, refletir sobre a palavra e alimentar a nossa fome de comunhão como família.

Pessoas clérigas e pessoas leigas tem sido incansáveis em manter a nossa vida devocional ativa e oferecido suporte profissional na área da saúde.

Nós, bispos e bispas, temos seguido, de forma colegiada, as recomendações das autoridades de saúde e temos mantido o que é requerido como medida fundamental para o enfrentamento da pandemia: o isolamento. É uma atitude correta, do ponto de vista sanitário, a apropriada, do ponto de vista do cuidado com a vida de nosso querido rebanho.

As pressões por flexibilização adotadas por algumas autoridades tem agravado a situação e medidas mais radicais de completo isolamento (lockdown), precisaram ser adotadas em algumas cidades. Segundo especialistas (e isso não é fake news) a curva de infecção no Brasil segue subindo de forma acelerada, o que pode transformar o nosso país no próximo foco epidêmico mundial. Segundo o Imperial College de Londres, a taxa de contágio do Brasil é muito preocupante, à base de 2,8 contaminações para cada pessoa infectada. Os demais países ocidentais só começaram a repensar medidas de isolamento social quando esta taxa baixou para menos de 1 contaminação para cada pessoa infectada.

Portanto, conforme anunciado em nossa última carta, de que avaliaríamos a situação periodicamente, consensuamos em prorrogar a recomendação de isolamento social no âmbito de nossas comunidades eclesiais até o dia 31 de Maio.

Sejamos pacientes e não percamos a esperança, pois essa pandemia irá passar e cabe a cada um de nós a responsabilidade de interrompê-la, por amor à humanidade e respeito à Ciência. Vidas importam. Fiquem em casa!

Bispo Naudal Alves Gomes – Diocese Anglicana do Paraná – Primaz da IEAB

Bispo  Maurício Andrade – Diocese Anglicana de Brasília

Bispo  Francisco de Assis da Silva – Diocese Sul Ocidental

Bispo João Câncio Peixoto – Diocese Anglicana do Recife

Bispo  Humberto Maiztegui – Diocese Meridional

Bispo Eduardo Coelho Grillo – Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

Bispa Marinez Rosa dos Santos Bassotto – Diocese Anglicana da Amazônia

Bispa Meriglei Borges da Silva Simim – Diocese Anglicana da Pelotas

Bispo Francisco Cézar Fernandes Alves – Diocese Anglicana de São Paulo

 

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