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Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 37 minutos 52 segundos atrás

Partilha Teológica em Recife

qua, 2012-05-09 18:11

Partilha Teológica reúne clero das dioceses da Área Provincial III no Recife

Parte do Clero das dioceses anglicanas de Brasília, Recife, Amazonas e do Distrito Missionário participaram, no Recife, de 02 a 06 de maio, da Partilha Ministerial Teológica da Área Provincial III. Pouco mais de vinte reverendos e reverendas, além dos respectivos bispos diocesanos, debateram durante os dias do encontro, no Hotel Barramares, na Praia de Piedade, a questão da ética na vida ministerial.

Estavam presentes Dom Maurício Andrade, bispo primaz da IEAB, diocesano de Brasília e também responsável pelo Distrito Missionário; Dom Sebastião Armando, da Diocese Anglicana do Recife; e Dom Saulo Barros, da Diocese Anglicana da Amazônia. O encontro começou na quarta, dia 02 de maio, à noite, com uma oração e reunião de acolhida com todos os participantes.

Na quinta, dia 03 de maio, a assessoria foi do padre Marcelo Barros, monge beneditino, que refletiu sobre o tema “Ética para uma humanidade nova”. Após explanar sobre “ética e espiritualidade”, o palestrante apresentou as características para uma ética cristã, enfatizando a “ética latino-americana” e, por fim, as questões éticas para igreja em relação com o mundo; com outras igrejas e religiões; em relação à própria comunidade e, por fim, entre nós mesmos. A oração da manhã foi preparada pela Diocese Anglicana do Recife e do final da tarde foi conduzida pela Diocese Anglicana da Amazônia.

A sexta, dia 04, começou com a oração matutina a cargo da Diocese Anglicana da Amazônia. Em seguida, reunião especial sobre o Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento – SADD, conduzida pela coordenadora nacional, Sandra Andrade, onde foram apresentados os principais projetos sociais da IEAB no Brasil. À tarde, a assessoria foi do Reverendo Ariel Montero, da DAR, com o tema “Ética e moral na crise atual – estudo da questão do Anglicanismo”.

No sábado, dia 05, continuação da palestra do Revdo. Ariel, seguida de encontro para tratar de assuntos referentes à Área Provincial III, onde foram estabelecidas as prioridades de ações para serem desenvolvidas nos próximos anos na área provincial. Todos os presentes, por unanimidade, aprovaram a continuação dos encontros de partilha ministerial, como forma de estreitamente de amizades, troca de experiências pastorais e busca de unidade no serviço à Igreja no ministério ordenado na IEAB.

À noite, os participantes da partilha tiveram um encontro de confraternização e troca de experiências com a liderança leiga da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade, da DAR, concluindo com jantar regional.

O encerramento da Partilha Ministerial aconteceu, no domingo, 06 de maio, durante a celebração Eucarística das 10 horas na Catedral da Santíssima Trindade, no bairro do Espinheiro, no Recife, com pregação do bispo Primaz, Dom Maurício Andrade.

Por Revdo. Félix Batista Filho

Diocese Anglicana do Recife

Carta do Bispo Primaz da IEAB sobre a Rio+20

qui, 2012-05-03 15:53

A Igreja Anglicana e a Rio+20

“Tomou, pois, o Senhor Deus a humanidade

e a colocou no Jardim do Éden

para cultivar/servir e guardar”

(Gênesis 2:15)


No contexto  da reflexão sobre o cuidado com o planeta, diante do gemido da natureza  e na certeza de que cada pessoa, em sua diferente realidade, precisa se envolver e desenvolver ações concretas de cuidado com a Criação, convido a Comunhão Anglicana a comprometer-se rumo à Rio +20 – Conferência da Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável –  através da participação na Cúpula dos Povos, entre os dias 13 a 22 de junho, na cidade do Rio de Janeiro/Brasil.

A Rio+20  fechará  um importante ciclo iniciado na Eco-92. A Cúpula dos Povos, movimento da sociedade civil organizada, poderá proporcionar um reencontro com o centro da fé cristã, expresso no amor incondicional do Criador para com a Criação, através de um presente e um futuro justo, ético, transformado e sustentável. Ou simplesmente, poderá passar ao largo das nossas vidas, mantendo a hegemonia daqueles que querem o lucro fácil à custa da sangria da natureza e dos povos empobrecidos e excluídos.

É importante perceber o que está envolvido nessa  Conferência, se vamos seguir adiante com esse modelo de produção e consumo insustentável, privilegiador de um pequeno grupo, ou se iniciaremos uma transformação para outros modelos, como já afirmou a Eco-92 e tantas outras conferências da ONU que infelizmente os governos e as corporações transnacionais negam-se cumprir com suas responsabilidades.

Somos testemunhas que a civilização humana enfrenta uma crise multidimensional abrangendo aspectos econômicos, sociais, ambientais, culturais e por que não dizer, espirituais. Em nosso modo de ver, uma crise de valores que anuncia o ocaso da velha civilização. Igualmente poderá significar a aurora de um novo tempo para todos nós, irmãos e irmãs que habitamos a mesma casa comum. Nesse sentido, nos inspiremos  no exemplo daquele que “acreditou contra toda esperança” (Rom 4:18) e colaborou  para que a vida da humanidade fosse mais abundante.

A palavra profética de Gênesis 2:15, nos convoca a uma responsabilidade impar de cuidar e de zelar nosso jardim comum, como obra da Criação, continuação da revelação do Deus da Misericórdia e da Justiça.

Nós continuamos a Missio Dei que deve ser a Missio Ecclesia, ou seja: dizer uma palavra e criar, mas não destruir; apresentar-se e libertar e não escravizar ou privatizar; encarnar-se e solidarizar-se e jamais imperializar-se;  gerar a vida e o cuidado e sem abandonar ou silenciar. Assim, somos desafiados a  “lutar pela salvaguarda da integridade da criação, sustento e renovação da terra”, uma das Cinco Marcas da Missão do Conselho Consultivo Anglicano.

Nosso planeta geme e chora esperando pela redenção. Nossos povos clamam porque a mão dos opressores pesa sobre eles. Precisamos ouvir, como Deus escutou o clamor do oprimido, conheceu seu sofrimento e desceu para libertar. Escutar como fez Jesus com os discípulos no caminho de Emaús, andando com eles, lhes dando coragem e energia para testemunhar que outro mundo é possível.

É com esperança, ousadia e fé renovada convoco a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e a Comunhão Anglicana a assumirem seu dever profético de “cuidar da Criação”, apoiar as iniciativas da sociedade civil organizada e apelar aos governos para assumirem sua responsabilidade para com a vida do planeta.

Esse momento deve ser de denúncia do modelo economicista e excludente, e que possamos buscar a construção da Justiça Social e Ambiental, da defesa dos direitos dos povos e da natureza, do fortalecimento da consciência ecológica nas religiões e tradições espirituais, do início da transição de um modelo de civilização insustentável para uma nova civilização, justa, fraterna, pacífica, ética e sustentável.

Encorajo às Províncias Anglicanas a assumirem suas responsabilidades, orientando suas dioceses, o clero e as comunidades a participarem ativamente do processo da Rio+20, incluindo as iniciativas da Cúpula dos Povos e do espaço Religiões por Direitos.

Na certeza de que este será o caminho para vivermos a plenitude da vida (cf. Jo10:10),

Brasília, 03 de maio de 2012

+ Dom Mauricio Andrade

Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)


DARJ na Cúpula dos Povos

qui, 2012-04-12 17:29

Episcopais Anglicanos Presentes na Articulação da Cúpula dos Povos – Rio +20

Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental é um evento organizado pela sociedade civil global que acontecerá entre os dias 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro – paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20.

A fim de apoiar a presença e a visibilidade da família ecumênica e a cooperação inter-religiosa durante a CNUDS e a Cúpula dos Povos, muitos parceiros diferentes trabalharam juntos para criar o conceito de um espaço comum na Rio+20, onde poderíamos construir uma voz comum em torno do tema da justiça social e ambiental e contra a mercantilização da natureza e da vida e para o bem de recursos comuns, englobando iniciativas autônomas, facilitando as conexões e comunicação entre as diferentes iniciativas e construção e coordenação de processos de consenso comum (da Carta Convite para o espaço Religiões por Direitos: uma abordagem ecumênica e inter-religiosa a Rio +20 e Cúpula dos Povos).

ARTICULAÇÃO DA DARJ NA RIO + 20

Em Novembro de 2011, o Secretário Geral da IEAB, Rev. Arthur Cavalcante, visitou a DARJ (Diocese Anglicana do Rio de Janeiro) e já naquele momento estava em pauta discussões sobre a participação da igreja.  ” O Reverendo Nicholas Wheeler, da Paróquia de Cristo Rei na Cidade de Deus, havia me comunicado sobre essa articulação de um grupo local de acolhida ao evento”, afirmou o Secretário Geral da IEAB e acrescentou que ” a DARJ estava muito animada em servir a Igreja nesse importante momento para o Brasil”.

Também é importante ressaltar a presença do Rev. Daniel Rangel (Secretario da DARJ) nas reuniões de preparação da Cúpula dos Povos Rio +20. Rev. Daniel Rangel está representando o CONIC-Rio e Rev. Luiz Caetano (Paróquia São Paulo, Apóstolo em Sta. Teresa). A Igreja Anglicana oficialmente ainda não possui um assento nesta comissão, mas está presente através destes dois reverendos.

A Diocese do Rio está mobilizada para:

1. Coordenar a presença dos representantes da DARJ na Cúpula dos Povos Rio +20;

2. Acolher visitas da Comunhão Anglicana e Províncias no Rio de Janeiro;

3. Estimular os debates nas paróquias e a participação nas atividades da Cúpula;

4. Apoiar o facilitador regional da Anglican Alliance neste processo.

Rev. Daniel Rangel está participando desde o início dos trabalhos do Grupo de Articulação Inter-religiosa. Já foram realizadas várias reuniões e brevemente uma nota com o resumo das atividades e da presença e participação anglicana será lançada através da Secretaria Geral.

Para o espaço Religiões por Direitos a DARJ propôs duas atividades anglicanas:

(1) Mesa Redonda sobre violência urbana e desastres ambientais e

(2) uma grande celebração no dia 19/06 (quinta-feira).

Também há a proposta de (3) Mesa Redonda sobre ética e espiritualidade no discurso do meio ambiente e desenvolvimento, a partir dos jovens e mulheres numa perspectiva teológica e de envolvimento das igrejas e da Igreja Anglicana em particular e (4) Mesa Redonda com membros da ACEN (Rede de Meio Ambiente da Comunhão Anglicana) e Aliança Anglicana com o Primaz da IEAB dom Maurício Andrade. Estas atividades estão inscritas. A decisão final cabe ao grupo de coordenação do espaço. Em breve haverá mais notícias.

A Diocese do Rio de Janeiro, a Secretaria Geral da IEAB e o Facilitador Regional da Anglican Alliance estão trabalhando em conjunto para que a presença anglicana seja visível e de impacto nas discussões que se levarão a cabo durante a Cúpula dos Povos Rio +20 e, especialmente, nas atividades do Espaço Religiões por Direitos.

Fonte Fotos: Cúpula dos Povos/Diocese of London/ São Paulo Apóstolo

INFORMAÇÕES

Reverendo Daniel Rangel (Secretário da DARJ) – dcabraljr@gmail.com

Rev. Nicholas Wheeler (DARJ) – priestmissioner@gmail.com Responsável em centralizar os contatos com episcopais anglicanos do Brasil e da Comunhão. Por favor comunicá-lo por email e com cópia sua presença no Rio + 20 para o facilitador regional da Aliança Anglicana, Sr. Paulo Ueti. Visite o site da DARJ para maiores informações.
Sr. Paulo Ueti (Anglican Alliance e IEAB)- pauloueti@gmail.com

Visite o site da IEAB para maiores informações

Mais Informações sobre a Cúpula dos Povos: CEBI KOINONIA

Por Paulo Ueti,

Facilitador da Anglican Alliance para América Latina e Caribe

Contato da IEAB para Rio + 20


Paulo Ueti Começa seu Trabalho como o Novo Facilitador Regional da Aliança Anglicana para América Latina e Caribe

qua, 2012-04-11 18:49

Sua primeira prioridade será coordenar as atividades ao redor da Rio +20, a Conferência das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável. Todas as atividades acontecerão entre os dias 14 a 22 de junho de 2012. Ele vai trabalhar de perto com o grupo de coordenação da Aliança no Brasil, através da liderança da Sra. Sandra Andrade, também coordenadora do SADD.

Paulo, que está em Brasília, traz para a Aliança uma trajetória formidável de trabalho com organizações ecumênicas e sociais e é membro da Catedral da Ressurreição, da Diocese Anglicana de Brasília-DF. Estudou teologia e desenvolvimento, especialmente trabalhando com elaboração, monitoramento e avaliação de projetos sociais, e já viajou por América Latina, Europa e África. Pode comunicar-se fluentemente português, espanhol e inglês.

Sua experiência prática em desenvolvimento inclui trabalhos com programas ligados às populações do campo e da floresta, especialmente a população da reforma agrária e na Amazonia, programas de alfabetização de adultos, especialmente de mulheres,  programas de saúde. Participou ativamente da construção das Políticas Públicas de Saúde para a População do Campo e da Floresta, sendo membro do Grupo da Terra do Ministério da Saúde durante o período. Ele estava envolvido nas discussões para o estabelecimento da Aliança ACT em América Latina e tem uma larga experiência trabalhando com organizações ecumênicas. Também é membro há mais de duas décadas do CEBI – Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no grupo de assessoria e coordenando o Serviço de Intercâmbio Internacional.

Paulo trabalhará com a Igreja Anglicana em toda a América Latina e Caribe nas questões de desenvolvimento, assistência e incidência pública, garantindo que todas as regiões possam estar informadas e engajadas nas atividades da Aliança Anglicana.

Paulo é o segundo facilitador regional da Aliança Anglicana. O primeiro, Emmanuel Olatunji, é de Nairobi, Quênia (África), que começou ano passado. Há planos para haver facilitadoras/es na região do Pacífico e Ásia também.

Adaptação do Texto em Inglês: http://www.anglicanalliance.org/news/item/?n=15018

Mensagem Episcopal de Páscoa.

qui, 2012-04-05 10:33

Quem rolará para nós a pedra da boca do sepulcro?

(Marcos 16:3)

Páscoa é inicio de novo tempo, é marca da caminhada cristã e é tempo (kairos) de renovação da fé e esperança.

No  Domingo da Paixão, momento de gritar Hosana nas alturas! Momento de sentir o caminho do compromisso, já não há tempo para recuar, já não existe oportunidade para desistir, o tempo é de assumir o que Cristo tem nos chamado: quem quiser seguir-me negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me siga (Mateus 16,24).

O exemplo do Cristo define as condições para ser discípulo. Não há preço, negar a si mesmo, é fugir do egoísmo e viver o caminho do Cristo, que é de serviço, de paz, de justiça e de amor.

As três mulheres saíram bem cedo de suas casas naquele Domingo, se encontraram e foram caminhando para o sepulcro onde o corpo lacerado de Jesus foi posto às pressas na sexta-feira.

Embora o Evangelho não descreva nada, não é difícil decifrar os pensamentos das três mulheres. Cada uma respeitava, para não dizer amava, Jesus de seu próprio modo. Nos poucos meses que o conheceram, elas admiravam seus ensinamentos e sua maneira de ser. Sem dúvida, Ele era o Senhor delas e possivelmente elas acreditavam que Ele era o Messias prometido. Mas isto foi antes de sexta-feira.

Agora Ele estava morto e a única coisa que restava para elas era preparar aquele corpo torturado e rasgado para um sepultamento digno. Era a única homenagem que elas poderiam prestar ao seu Mestre e Senhor.

De repente, elas se lembravam daquela pedra gigante que selava a abertura do sepulcro. Quem tiraria aquela pedra para que elas pudessem entrar? Era pesada demais para elas. Seu desespero foi aumentando até que chegaram ao tumulo e viram que a pedra já havia sido retirada da entrada.

Quem tirou a pedra? Nós não sabemos, mas uma coisa está clara e válida até os dias de hoje, é que nada pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8:39). Da mesma forma que Deus não permitiu que uma pedra pudesse separar as mulheres de seu Senhor e Salvador, Deus não permite que as pedras deste mundo possam nós separar do seu amor.

Vivemos tempos de desafios para a IEAB e para a sociedade brasileira. Temos muitas pedras que precisam ser removidas. Inclusive nos nossos próprios corações. Talvez a qualidade de nosso amor ao Cristo ainda seja insuficiente para crermos que se vamos ao seu encontro as pedras serão removidas. É hora de renovação da nossa fé. É hora de sairmos “antes do amanhecer” e irmos ao encontro de quem é a razão e o fundamento de nossa própria vida.

Sair bem cedo para encontrarmos o Cristo significa anteciparmos o tempo. Significa fazer além do estritamente necessário. Significa termos o foco na necessidade de sermos uma comunidade relevante para a vida de nossa Nação, vivendo a solidariedade e proclamando a justiça para uma sociedade que ainda precisa avançar e muito no enfrentamento da pobreza, da destruição do meio ambiente e na superação  de uma cultura consumista e individualista.

Portanto, nesta Páscoa, vamos procurar o túmulo de nosso Senhor nas profundezas de nossas almas e, como as mulheres, descobrirmos que o túmulo está aberto e vazio, porque nosso Senhor ressuscitou. Aleluia.

Com os olhos no caminho da Cruz irrompendo a manhã da Ressurreição que nos trará de novo a esperança:

“Ressuscita-nos da morte da esperança

Ressuscita-nos da morte da compaixão

Ressuscita-nos da morte da Alegria

Ressuscita-nos da morte da fé

Ressuscita-nos da morte do amor

Acompanhe-nos, todos os dias,

A Benção da Esperança

A Benção da Compaixão

A Benção da Alegria

A Benção da Fé,

A Benção do Amor.”[1]

Brasilia, 05 de abril de 2012.

Dom Mauricio Andrade, Primaz e Brasilia- DF

Dom Orlando Santos de Oliveira, Porto Alegre, RS

Dom Naudal Alves Gomes, Curitiba, PR

Dom Sebastião Armando Soares Gameleira, Recife , PE

Dom Filadelfo Oliveira, Rio de Janeiro, RJ

Dom Saulo Mauricio Barros, Belém, PA

Dom Renato Raatz, Pelotas, RS

Dom Roger Bird, São Paulo, SP

Dom Francisco de Assis da Silva, Santa Maria, RS

Dom Clovis Erly Rodrigues, Emérito

Dom Glauco Soares de Lima, Emérito

Dom Celso Franco, Emérito

Dom Almir dos Santos, Emérito

Dom Jubal Pereira Neves, Emérito

[1] Benção da Ressurreição, Luiz Carlos Ramos.

Pesquisa de opinião sobre o perfil do novo Arcebispo de Cantuária

qua, 2012-04-04 14:30

A Comissão de Nomeações da Coroa da Igreja da Inglaterra – o grupo sue nomeia o próximo Arcebispo de Cantuária – deseja ouvir a opinião dos fiéis da província brasileira (IEAB) acerca das prioridades para o ministério do próximo Arcebispo.  No passado, apenas primazes e secretários provinciais da Comunhão Anglicana tiveram essa oportunidade. Desta vez, contudo, a intenção é obter a maior quantidade de opiniões possíveis.

O Secretário Geral da Comunhão Anglicana, Rev. Cônego Kenneth Kearon, escreveu uma carta de convite a todos os fiéis da Comunhão Anglicana, a qual pode ser lida – inclusive em português – no seguinte link: http://www.aco.org/communion/abc/letter_to_the_communion.cfm.

As mensagens dos fiéis serão encaminhadas diretamente para a Comissão encarregada da nomeação do próximo Arcebispo de Cantuária. Seus membros serão auxiliados pelas contribuições coletivas de toda a Comunhão Anglicana.

Para preencher o formulário de opinião (também disponível em português), acesse o seguinte link: http://www.aco.org/communion/abc/comments.cfm.

-

Luiz Coelho

Membro do GT-Comunicação da IEAB

Distrito Missonário Cresce no Mato Grosso do Sul

ter, 2012-03-27 12:20


Dois Anos de Missão em Campo Grande

A Missão em Campo Grande/MS completou em março, dois anos do início das atividades missionárias. O grupo ainda é pequeno mas já se mostra coeso e fiel. No momento as celebrações estão acontecendo no auditório de um Hotel no Centro da Cidade, e o pároco responsável, Rev. Calvani, solicita aos membros da IEAB que tenham contato com pessoas de Campo Grande ou do MS, que informem sobre a comunidade, repassando o site http://www.paroquidainclusao.com .

Veja as fotos de Campo  Grande nos links: http://paroquiadainclusao.com/site/?p=7758http://paroquiadainclusao.com/site/?p=7296

Piraputanga (Pantanal) e Dourados – surgem dois novos pontos missionários.

Em fevereiro foi realizada a primeira eucaristia em Piraputanga, distrito de Aquidauana, no Pantanal do MS. Após a segunda celebração realizada em março, a comunidade solicitou atendimento mensal regular, e a terceira celebração está marcada para o dia 07 de abril, véspera da Páscoa. Piraputanga é um pequeno recanto ecológico na serra de Maracaju. O grupo de Piraputanga conta com 15 pessoas fixas;

No dia 24 de março foi realizada a primeira eucaristia em Dourados, a segunda maior cidade do MS e um importante pólo educacional e do agronegócio. A celebração aconteceu na Capela Ecumênica do Shopping Avenida e contou com a presença de 9 pessoas. A segunda celebração está marcada para abril e pretendemos também atender mensalmente a esse núcleo.

Veja as fotos do culto em Dourados no link: http://paroquiadainclusao.com/site/?p=7746

Fonte: http://www.paroquidainclusao.com

Declaração do Bispo Primaz do Brasil sobre o Arcebispo Rowan William

sex, 2012-03-23 10:58

Ao ouvir a noticia da saida no final do ano do arcebispo Rowan William  o primeiros entimento foi de  expressar meu agradecimento pelos  10 anos que ele tem servido com amor e dedicaçào à Comunhão Anglicana.

No Brasil eu tive a oportunidade acolhê-lo em dois diferentes contextos. Primeiramente quando eu servia como Secretário provincial e hospedamos o Encontro dos Primazes, em Gramado, 2003. A segunda oportunidade quando eu já era o Bispo de Brasilia, dentro do contexto da Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, CMI, Porto Alegre, 2006.

Desde 2007 tenho acompanhando mais de perto através do Encontro dos Primazes  desde o Dar es Salaan, Tanzania.

Com certeza esses  ultimos 10 anos foram tempo de muitos desafios e tensões, mas sempre presenciei o Arcebispo Rowan enfrentando tudo com a visão no fortalecimento da unidade da Comunhão Anglicana.

Em meio a todos os desafios o arcebispo Rowan nos deixa um legado que precisa ser reafirmado e juntos oferecermos açào de graças, desde a metodologia da Lambeth 2008, através do Indaba, ao modelo de condução com muita humildade  do Encontro do primazes quando finalmente  a criaçào da Anglican Alliance , daqui do Brasil ofereço ação de Graças pela sua vida e de sua familia.

Brasília, 22 de março de 2012

Bispo Maurício Andrade

Primaz da IEAB

Representante da Diocese Anglicana de Curitiba no Encontro ‘New Communities’ em San Diego/CA

ter, 2012-03-20 11:29
New Community Conference

A cidade de San Diego hospedou, de 29 de Fevereiro à 4 de Março de 2012, os membros das 9 províncias que formam a TEC (The Episcopal Church), juntamente com convidados de outras províncias da Comunhão Anglicana, que se reuniram para uma experiência multicultural de diálogo, aprendizagem, partilha e networking. A conferência foi promovida pelas secretarias dos Ministérios Étnicos da Sociedade Missionária Nacional e Internacional (DFMS), anteriormente conhecida como Church Center ou 815.

No Brasil encontramos uma considerável homogeneidade linguística e tendemos a nos identificar como um grande grupo chamado “brasileiro”, apesar das diferenças regionais e nossa imensa diversidade cultural e étnica. Está realidade não é uma regra compartilhada ao redor da Comunhão Anglicana e, especialmente nos Estados Unidos, a diferenciação de grupos-étnicos se postou como um desafio para a Igreja Episcopal. Em uma época em que a igreja Norte-Americana era predominantemente europeia-caucasiana e anglófona, as minorias étnicas formavam comunidades a parte com celebrações e atividades próprias dando destaque as suas línguas e culturas nativas.

Estas pequenas comunidades sofreram grandes transformações em seus propósitos, proporções e realidade ao longo dos últimos anos, assim como toda a igreja. Com o tema “Recuperando nossa Missão; Reinterpretando Nossos Contextos e Renovando Nossas Comunidades” o evento promoveu um grande intercâmbio de experiências e desafios entre as comunidades afro, nativas, latinas e asiáticas vivendo em um contexto anglo-americano.

Suas experiências em muito se assemelham, apesar da diversidade de cores e tons que suas histórias desenham. Isto evidenciou a semelhança entre a natureza dos problemas vividos pelas Novas Comunidades com os enfrentados no Brasil. A falta de interesse das novas gerações de episcopais, a forte presença cultural do meio dominante, os conflitos internos entre as diferentes tendências presentes dentro da igreja e a postura da mesma perante os desafios deste século são alguns dos pontos que encontram ressonância em nossa terra.

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)  se fez representar oficialmente, através do Ministro Leigo Marcel Pereira, da Diocese Anglicana de Curitiba.

Mais informações, bem como parte da entrevista dada por Marcel Pereira ao Serviço de Notícias Episcopais (ENS) podem ser encontradas no seguinte link: http://episcopaldigitalnetwork.com/ens/2012/03/06/historic-new-community-gathering-unites-episcopal-ethnic-ministries/.

Segue abaixo a tradução de parte da matéria:

‘Encontro New Communities’ une os Minsitérios Étnicos da Igreja Episcopal

[Episcopal News Service] Histórias de fé e testemunhos pessoais animaram a histórica “Reunião das Novas Comunidades”, entre dias 29 de Fevereiro e 3 de Março, em San Diego, Califórnia de cerca de 300 clérigos e leigos asiáticos, negros e latinos de toda a Igreja Episcopal.

Envolvimento na comunidade, foco na missão e colaboração foram o centro da agenda do evento, com o tema “Recuperando a nossa Missão, Reinterpretando nossos contextos e renovado nossas comunidades”

Organizado pelas Secretarias dos Ministérios Étnicos da Igreja Episcopal, a reunião desafiou os entusiasmados participantes – bem como a igreja maior – a abraçar a renovação através da missão criativa, compartilhando recursos e honrando o contexto étnico e comunitário.

“Havia um sentimento de que era o tempo certo para este encontro histórico”, disse o reverendo Winfred Vergara, missionário para o Ministério Episcopal Asiático (EAM). ”É simplesmente um tempo de partilhar alegrias, esperanças e possibilidades de repensar.”

“Precisamos encontrar ressonância nas experiências uns dos outros porque temos sentimos a hostilidade, e porque temos a capacidade de acolher e abraçar”, disse ele. ”O Espírito está aqui, dizendo que podemos entender uns aos outros através de nossas experiências comuns de dor e visão comum de esperança.”

Todos eram bem-vindos a reunião, embora o foco fosse multiculturalismo. A ideia do evento surgiu dos festivais multiétnicos da Convenção Geral e conferências de discernimento vocacional para jovens adultos de cor, mas foi o primeiro evento de desenvolvimento de liderança de seu tipo, acrescentou Vergara.

A Bispa Presidente, Katharine Jefferts Schori, saudou os participantes no dia 1º. de Março via Skype diretamente de Taiwan, enquanto a Presidente da Câmara dos Deputados, Bonnie Anderson dirigiu-se ao participantes no dia 3 de Março, durante a sessão plenária de vocação leiga e discernimento. O Bispo Stacy Sauls, Chefe de Operações da Igreja Episcopal, celebrou um culto comissionado e os presentes incluíram o Muito Reverendo Michael da Raleigh, do PeaceBattle Institute, Inc. da Carolina do Norte e Dr. Rodger Nishioka, professor adjunto de educação cristã do Seminário Teológico da Columbia, em Decatur, Geórgia.

A Rev. Angela Ifill, missionária da Igreja Episcopal para o Ministério Afro-Americano, disse esperar que os participantes continuem a usar os insights desta reunião e aproveitem oportunidades futuras para “juntos compreendermos uns aos outros a partir de nossas comunidades e apreciarmos as perspectivas uns dos outros… e a compreensão de que isto é bom e que precisamos continuar a fazer isto. ”

Marcel Pereira, 31, da Diocese de Curitiba no Brasil, participou da reunião e descobriu que “os problemas enfrentados nos Estados Unidos são muito semelhantes aos vivenciados no Brasil.

“O mundo multicultural em que vivemos e como abraçar a diversidade sem se tornar outra coisa, são apenas destes desafios”, disse ele.

“As soluções que apontadas para as Novas Comunidades servem para outras partes da igreja”, acrescentou. ”Eles são problemas comuns do século 21, acolher a todos de forma radical, adequando linguagem e cultura e também as tecnologias. Nós seguíamos uma lógica verbal-textual, mas agora estamos em um mundo orientado por imagens e temos que compreender como abraçar essa cultura “.

Para o Rev. Mauai Brandon, 27, a interligação das histórias de partilha de recursos e levou para a conferência de San Diego.

“Todos nós temos histórias diferentes que sobre nossas origens que mostram nossa diversidade. Eu tenho descendência asiática, nativo-americano e polinésia “, disse Mauai, que atua como ministro da juventude na reserva indígena de Standing Rock na Dakota do Sul. ”Minha experiência é a experiência filipina no Havaí e isto ajuda a compartilhar nossas histórias uns com os outros e com a Igreja Episcopal”, disse ele.

“Isso ajuda a nutrir a fé, a esperança e amor, pois vivemos isto todos os dias e nos ajuda a mostrar aos outros, gerando um efeito cascata”, especialmente entre os jovens da reserva que precisam desesperadamente de sentir que há esperança. ”

Bispo Dave Bailey disse que a conferência representa mais um passo ao longo da jornada através de “auto-consciência para a auto-determinação” na Diocese de Navajoland, bem como outras comunidades que lutam.

“É importante para nós neste encontro nos unirmos como a Nova Comunidade apoiando uns aos outros de forma vivificante, reconhecendo que não devemos competir, mas confirmar a nossa comunhão e apreciar a nossa singularidade”, disse.

“Acredito que este é um novo começo para a vida da igreja e, em muitos aspectos pode ser vivificador para muitas dioceses que se encontram estagnadas.”

A Bispa sufragânea, Diane Bruce de Los Angeles, chama o encontro de “o novo rosto da Igreja.” Ela veio “para aprender e para apoiar a conferência. Este é apenas o começo”, disse ela. ”Estou ansiosa para mais dessas conferências e contando com mais e os seus bispos.”

Foi uma reunião de acompanhamento para Bernadette Wyche da Igreja Episcopal Africana de St. Thomas, na Filadélfia e Bryan Trevor II da São Lucas, Nova Orleans, cujas duas congregações estão fazendo parcerias por meio do “New Visions Initiative” da Secretaria do Ministério Afro-Americano.

“Estou orgulhosa de minha equipe de missionários étnicos que foram proféticos ao estabelecer os alicerces desta conferência sobre a formação cristã continua, garantindo este evento como um momento de transformação e de renovação. A benção da água e sálvia pela Diácona Anciã Reynelda James (Paiute) com as mulheres indígenas foi um momento sagrado de cura para o círculo de parentes reunidos. ”

Outros seminários apresentados foram: missão e advocacia; evangelismo; Jubileu e da justiça social; Linha Escola-Prisão; a Doutrina da Descoberta; ministério dos batizados; formação ambiental; tecnologia no ministério, e mordomia.

Longkee Vang, 24, da Igreja dos Santos Apóstolos, na St. Paul, Minnesota, que tem a maior da Igreja Episcopal da população Hmong, disse que se sentiu obrigado a assistir à reunião, porque “eu quero mudança.

“Eu vim para mostrar que eu estou disposto a ajudar a fazer a mudança, para estar entre pessoas que se sentem da mesma maneira que eu, para estar entre os que movem e abalam e as pessoas que fazem diferença na igreja.

“Eu quero ver que a verdadeira mudança acontece, o que sempre sonhamos. Esta é uma oportunidade para se conectar com outras pessoas que querem mudanças também.”

- A reverenda Pat McCaughan é correspondente do Serviço de Notícias Episcopal. Ela é baseada em Los Angeles.

*Por Marcel Pereira- texto de abertura e tradução para o português

Ministro Leigo da Comunidade São Pedro, Curitiba

IEAB na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2012

seg, 2012-03-12 11:29

Queridos irmãos e irmãs! Graça e Paz!

Este ano a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – SOUC terá como tema “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo” 1Co 15, 51-58. A SOUC será realizada de 20 a 27 de Maio, como de praxe na semana que antecede a Festa de Pentecostes.

Como Primeiro Vice Presidente do CONIC, representando nossa IEAB naquele Conselho, venho me dirigir à Igreja no sentido de se envolver com toda dedicação na SOUC como parte de nosso testemunho ecumênico, traço essencial de nossa identidade.

A busca da unidade está sempre colocada como o grande desafio para as tradições cristãs, especialmente num mundo onde a competição e a autoafirmação de identidades tem criado conflitos em diversas esferas, inclusive no plano religioso.

A minha palavra é um convite a todos os anglicanos e anglicanas do Brasil para incentivar a realização de encontros, celebrações e orações – mesmo naqueles lugares onde não haja grupos ecumênicos organizados – em torno da unidade cristã. Será um rico testemunho que em cada comunidade da IEAB se realize celebração pela unidade cristã.

Naqueles lugares onde haja grupos ecumênicos articulados, os anglicanos e anglicanas são desafiados a se somar às celebrações e eventos que certamente já estão sendo organizados ou começam a ser organizados para a SOUC.

Estou remetendo como cortesia, um exemplar do livreto de celebrações da SOUC aos colegas bispos para que cada diocese solicite exemplares para distribuição entre o seu clero e povo. Todas as orientações sobre custo e remessa estão no verso do livreto. Se nossos clérigos e clérigas, bem como nossos leigos e leigas querem adquirir diretamente também, podem fazê-lo. Da mesma forma, onde há grupos ecumênicos organizados, estes podem adquirir diretamente.

Um lembrete muito importante é a questão da coleta nas celebrações da Semana. Uma das fontes de sustentação do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs é a coleta realizada nas celebrações da SOUC. Este ano, as coletas estão distribuídas conforme a orientação na primeira contracapa do livreto. O envio das coletas para os regionais e para o CONIC nacional é um compromisso de sustentação da causa ecumênica.

Desejo a todos os irmãos e irmãs anglicanos uma abençoada Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Que nossa Igreja mantenha firme o seu testemunho de reunir-se com outras Igrejas para celebrar a centralidade do Cristo. E que essa fraterna convivência ajude-nos a revelar a unidade em meio a um mundo partido. Confiemos que Cristo nos transforma!

Com minha benção e abraço,

Santa Maria, 14 de fevereiro de 2012

+Francisco de Assis da Silva

Primeiro Vice-Presidente do CONIC

Bispo diocesano da Diocese Sul-Ocidental

Dia Internacional da Mulher

qui, 2012-03-08 18:01

“Eu sou a mulher que fez a escalada da montanha da vida,

removendo pedras e plantando flores”.

Cora Coralina.

Hoje é um dia para celebrar, recordar as lutas e vitórias e, acima de tudo, renovar o compromisso com a dignidade da mulher.

Hoje é um dia para relembrar que a luta continua e que precisamos reforçar e remover muitas pedras do caminho que ainda representam violência contra mulheres.

Hoje é um dia para celebrar os avanços e vitórias das mulheres na sociedade e aqui recordo as mulheres tecelãs queimadas vivas naquela histórica fábrica em New York em 1857. Elas foram a semente para o que colhemos hoje.

Desde 1910, o dia 8 de março passou a ser Dia Internacional da Mulher. Mais tarde, em 1975, esta data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

É preciso manter o alerta contra a violência às mulheres. No Brasil, 10 mulheres são assassinadas por dia vitimas da violência doméstica.  enuncie, diga não a esta situação de violência.

É preciso avançar reconhecendo que todo lugar é lugar de mulher. A igreja precisa reconhecer o valor e o papel da mulher.

Somos gratos a Deus pelos avanços da Comunhão Anglicana que, já em 1944, ordenou a primeira mulher, Li Rim-Oi, na Diocese de Hong Kong. Atualmente, há um enorme número de mulheres servindo no Ministério Ordenado e ainda um número expressivo de mulheres no Episcopado.

Quatro Provincias Anglicanas já contam com mulheres no Episcopado: Igreja dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e, ainda, a Diocese de Cuba.

Historicamente, a Igreja dos Estados Unidos foi quem Ordenou a primeira mulher, Barbara Harris, em 1989, na Diocese de Massachusetts e, desde 2006, a Igreja dos Estados Unidos é presidida por uma mulher, Katarine Jefferts Schori.

Na Igreja do Brasil, IEAB, somos gratos a Deus pelo ministério das mulheres, seja através de mulheres leigas na UMEAB, seja das mulheres ordenadas ao ministério. Atualmente, das nossas 09 Catedrais, 04 são de responsabilidade de mulheres, servindo como Deãs ( Santa Maria , Porto Alegre, Brasília e Belém).

Que possamos também reafirmar que todo dia é dia da mulher e que possamos dar graças a Deus pela força e esperança na vida transmita por todas as mulheres.

“elas brigam por aquilo que acreditam.

Elas levantam-se para injustiça.

Elas não levam ‘não’ como resposta

quando acreditam que existe melhor resposta.”

Pablo Neruda.

Com abraço do Vosso Primaz.

+ Dom Mauricio Andrade.

Milton Schwantes

sex, 2012-03-02 11:24
MENSAGEM DE CONDOLÊNCIAS

Foto Reinaldo Almeida

Com profunda tristeza e pesar recebemos a triste notícia do falecimento do Prof. Dr. Milton Schwantes durante a madrugada do dia 1º de março.

O Prof. Dr. Milton Schwantes, renomeado teólogo, biblista, professor e pastor luterano, graduou-se em teologia pela Escola Superior de Teologia (1970), São Leopoldo/RS;  Doutor em Bíblia/AT pela Universidade de Heidelberg/Alemanha; e Doutor Honoris Causa pela Universidade de Marburgo/Alemanha (2002). Desde 1988 exercia como professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). E sua atuação docente esteve concentrada na área de Bíblia/AT em: exegese, teologia bíblica, arqueologia do Antigo Oriente e ugarítico.

No entanto, a parte de todos seus grandes méritos acadêmicos, e de sua relevante contribuição na caminhada bíblica latino-americana, o mais importante e relevante em Milton Schwantes é o testemunho que nos deixou como ser humano e como irmão na fé. Uma pessoa que dedicou toda sua vida ao estudo e ao ensino bíblico; uma pessoa que contagiou a todos seus colegas, amigos e amigas, alunos e alunas com sua maneira de ser e com sua alegria e otimismo em relação à vida; uma pessoa que ensinou e ver e ler a Bíblia com os olhos do povo; mas, além de tudo isso, uma pessoa que não apenas ensinou Bíblia, mas que ajudou a formar uma nova geração de biblistas latino-americanos, e em diálogo e junto com outros relevantes biblistas, criou uma verdadeira escola bíblica na América Latina.

Em nome da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, apresentamos as mais profundas condolências e solidariedade neste momento de dor e tristeza, a sua esposa, a sua família, à Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), e à grande família luterana.

Com profunda esperança, sabemos que o Milton, como costumava ser chamado, descansa nos braços amorosos do Deus da Vida.

Brasília, 2 de março de 2012

Dom Maurício Andrade

Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Comunicado Provincial

qua, 2012-02-29 11:49

COMUNICADO DA SECRETARIA GERAL DA IEAB

“Eu sou a Ressurreição e a Vida, diz o Senhor; o que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá eternamente “ A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) estará presente no funeral de Edward Robinson de Barros Cavalcanti e de sua esposa Miriam Cotias Cavalcanti, através do representante primacial, Reverendo Ariel Irrazábal Monteiro que comunicará os sentimentos de pesar do Bispo Dom Maurício Andrade. Igualmente expressará a todos e todas presentes, as orações da IEAB pelos familiares e amigos enlutados.
O Ofício Religioso ocorrerá na Paróquia Emanuel, em Olinda-PE, às 14horas e o funeral no Cemitério Morada da Paz, às 16h30.

Nota da Diocese Anglicana do Recife

ter, 2012-02-28 16:15

Diocese Anglicana do Recife
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Bispo: Dom Sebastião Armando Gameleira

Endereço: Rua Alfredo de Medeiros, 60.
Espinheiro – Recife – PE
CEP. 52021-030
E-mail: dar@ieab.org.br

NOTA DA DIOCESE ANGLICANA DO RECIFE
IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

A Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, representada por seu Bispo Diocesano, Dom Sebastião Armando Gameleira Soares, manifesta surpresa e lamenta a morte de Edward Robinson de Barros Cavalcanti, que foi bispo desta Diocese no Período de 1997 a 2005, e de sua esposa Miriam, em trágicas circunstâncias.

No mistério, encomenda suas vidas à graça de Deus e pede que conceda resignação e conforto a seus familiares e amigos.

Recife, 27 de Fevereiro de 2012
Dom Sebastião Armando, Recife

Nota de Pesar à Diocese do Recife

seg, 2012-02-27 16:50

Aos irmãos e irmãs da Diocese do Recife

“Para os montes elevo os meus olhos;

donde há de vir o meu auxilio?

Meu auxilio vem do SENHOR,

que fez o céu e a terra. Salmo 121.1-2

Amados e amadas em Cristo

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), na pessoa de seu Bispo Primaz, expressa seu sentimento de consternação e profundo pesar pela morte em circunstâncias trágicas de Edward Robinson de Barros Cavalcanti, que serviu como bispo da IEAB na Diocese Anglicana do Recife entre os anos de 1997 a 2005, e de sua esposa Miriam Cotias Cavalcanti.

Que Deus os receba em sua misericórdia e que console aos seus amigos e parentes queridos.

Brasília, 26 de fevereiro de 2012

+ Dom Mauricio Andrade

Bispo Diocesano da Diocese Anglicana de Brasília e Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Descida ao Hades da Cracolândia

qui, 2012-02-16 09:53

Carta Aberta ao Povo de Deus.

A graça e a paz de nosso Senhor Jesus Cristo estejam com todos vocês e com todas vocês!

A sociedade Brasileira continua chocada com as cenas registradas no centro velho de São Paulo na região conhecida como Cracolândia, onde dezenas de jovens e adultos, homens e mulheres, jazem uma situação permanente de morte; esse cruel cenário contrasta profundamente com a natureza do ser humano na visão cristã que é a de imagem e semelhança de Deus. Diante desse quadro a IEAB é chamada a se pronunciar, por meio da sua Comissão de Direitos humanos, no intuito de inquietar as consciências adormecidas pela propaganda e pelo consumo desenfreado das mensagens midiáticas que tudo transformam em mercadoria a começar pela alma humana.

Esta Carta dirige-se especialmente ao Povo de Deus congregado na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e a todas as igrejas irmãs de caminhada ecumênica.

O fato social da drogadição

O fenômeno do tráfico e do consumo de drogas é um dado marcante na economia mundial. Tanto em países ricos quanto em países periféricos do sistema internacional, esse comércio da morte prospera cada vez mais. Os aparelhos repressivos e preventivos do Estado não são capazes de atingir a essência do problema, uma vez que, em sua grande maioria, estão presos ao modelo que consagra o ter como único paradigma para a existência humana.

Os Estados Unidos são, por exemplo, ao mesmo tempo adversário teórico do tráfico de drogas e o maior consumidor do planeta. Utiliza a sua política externa para difundir os seus “valores” políticos culturais e religiosos, enquanto divulgam, de modo sistemático os anti-valores do egoísmo e da propriedade privada sem fim social, do preconceito, do racismo, do sexismo, do compromisso sem limites com um modelo econômico de privatização dos bens mais necessários para uma vida digna.

Os aparelhos repressivos cumprem seu papel como aparelhos ideológicos do Estado, mas conseguem apenas enxugar o gelo de um problema com razões múltiplas e complexas, derivadas, da própria natureza econômica do sistema capitalista. O tráfico e o consumo de drogas originam-se, portanto de uma mesma fonte, qual seja o caráter de um sistema excludente concentrador de rendas e fundado no egoísmo radical.

O monstro da drogadição atinge com seus atraentes tentáculos os diversos aspectos da vida social. Afeta as famílias, as escolas, as igrejas, os laços afetivos e todos os demais ambientes comunitários.

A questão das drogas está hoje também vinculada à plenitude da hegemonia da indústria cultural, caracterizada como o principal veículo gerador de alienação.  Nesse contexto, a mídia produz e reproduz a imagem de um ser humano quebrado (cf. Albert Camus), unidimensional (cf. Marcuse e Habermas), integrado (cf. Umberto Eco), lobo do homem (cf. Hobbes).

O Fracasso da Repressão

As políticas repressivas contra o tráfico e contra o consumo de drogas revelam-se fracassadas. O Estado gasta milhões de reais em ações repressivas pontuais geralmente mal planejadas e deformadas pela corrupção que envolve, inclusive, alguns setores da própria polícia em todos os níveis.

As ações policiais são transformadas em verdadeiros espetáculos veiculados por programas de grande audiência na televisão. O fato sociológico do crime também se tornou uma mercadoria altamente cotada no mercado das emoções dos consumidores de mídia. Servem igualmente como plataforma de propaganda para alguns candidatos, no período eleitoral.

Passadas as campanhas e as blitzen, tudo volta ao normal, ou seja, as cracolândias retomam seu movimento cotidiano, a polícia prende um ou outro traficante, a imprensa divulga o surgimento de novas drogas mais letais e as vozes do senso comum aplaudem essas novidades porque matam mais depressa os viciados. Nos carnavais, os chefões do tráfico são exaltados e aplaudidos como os mecenas da cultura popular…

Atuação da Sociedade Civil

Diante desse quadro as organizações da Sociedade Civil executam ações de caráter preventivo e paliativo. Os resultados são palpáveis, em muitos casos, porem insuficientes para abalar o sistema de morte, em suas estruturas fundamentais. Carecem de mais recursos, humanos e materiais. Muitos de seus responsáveis consideram ser do Estado a principal responsabilidade para o enfrentamento do problema e aí acabam por omitir-se.

Atuação das Igrejas

Por sua vez, as igrejas cristãs desempenham, em sua maioria, o seu papel de geradoras de significados e de sentidos sobre esse trágico fenômeno. As opiniões de seus líderes variam entre o idealismo e o realismo. De um lado, remam contra a maré ao defenderem a possibilidade de um mundo sem drogas. De outro, são realistas ao afirmarem, de forma corajosa e persistente, que só será possível vencer as Raízes do vício por meio de políticas que revertam o atual sistema de anti-valores vigentes em nossa sociedade.

O que fazer

O clamor das vítimas do narcotráfico, (dos viciados e suas famílias, e dos vários atores que interagem com esse problema) sobe aos céus. Em resposta, faz-se ouvir a voz de Deus que nos criou a sua imagem e semelhança. E que nos pergunta: “o que fizeste do teu irmão”. Mais do que nunca, cabe as igrejas colocarem em prática a sua missão profética, ao exigirem uma atuação urgente e eficaz da sociedade e das autoridades diante dessa situação caótica.

Para tanto se faz necessário e urgente organizar debates e preparar estudos sobre o tema das drogas com o objetivo de diagnosticar corretamente o problema e de definir estratégias mais adequadas para o seu enfrentamento.

A contribuição mais específica das igrejas é a de apresentar diante desse trágico panorama, a pessoa de Jesus Cristo como nosso único Salvador e Libertador. Com a sua morte e com a sua ressurreição Jesus quis demonstrar o seu amor pela humanidade e apresentou a possibilidade concreta de um mundo de justiça e de paz livre do pecado e de toda violência.

Ser Cristão nesse início de século XXI significa, entre outros desafios, denunciar toda e qualquer estrutura que reduza o ser humano a condição de puro objeto. Uma dessas estruturas geradoras de morte é o gigantesco aparelho multifacético das drogas. Diante desse verdadeiro Leviatã, não pode existir omissão nem passividade.

REFERENCIAS CONCLUSIVAS

A cracolândia é uma referencia microscópica de um sistema intrinsecamente mau que faz da pessoa humana um reles instrumento de compra e de venda. Suas causas mais profundas devem ser buscadas de forma constante e perseverante e devem ser atacadas corajosa e urgentemente.

São Paulo, 16 de fevereiro de 2012.

Membros da Comissão de Nacional de Direitos Humanos da IEAB

Dom Naudal Gomes, Sr. Dermi Azevedo, Sra. Ruth Barros, Reverendo Eraldo Carvalho e Sr. José Barbosa da Silva

Autoria

Sr. Dermi Azevêdo membro da Diocese Anglicana da Amazônia, jornalista e militante em Direitos Humanos



Aliança Anglicana Escolherá Facilitador (a) para América Latina e Caribe

qua, 2012-02-08 10:44

A Aliança Anglicana (AA) irá escolher um (a) facilitador (a) temporário (a) para atender América Latina e Caribe.  O processo seletivo final dependerá da avaliação do escritório da AA em Londres.

As pessoas pré-selecionadas  serão entrevistadas no dia 24 de fevereiro na sede da Secretaria Geral da IEAB. Candidatos (as) fora da cidade de São Paulo terão que arcar com todas as despesas de viagem, estadia e alimentação.

A Secretária Geral da IEAB, através do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD), dará todo apoio operacional. Mais informações através do site:

http://www.ieab.org.br/sad/

Primaz da IEAB é Recebido pelo Conselho de Províncias Anglicanas da África

seg, 2012-01-30 18:18


De Nairobi

Dom Mauricio Andrade iniciou no último domingo (29) sua visita  à África e nesse momento se encontra na capital do  Quênia, Nairobi. A partir de 1º de fevereiro seguirá para Sudão do Sul em direção à Diocese de Bor. O Bispo Primaz da IEAB aproveitou para fazer um contato com o Revd Cônego Grace Kaiso, secretário geral do CAPA (Conselho Anglicano de Províncias Africanas). A visita ao CAPA foi uma excelente experiência de partilha e acolhida pelo secretário geral e sua equipe.

Papel do CAPA na Comunhão Anglicana

O Conselho foi criado em 1979 na reunião dos Primazes da África realizada em Malawi,  e congrega as 12 Províncias da África e a Diocese do Egito. Os Primazes concluíram que necessitam de um instrumento de coordenação e articulação que ajude a responder as questões que envolvem o Continente Africano na Comunhão Anglicana.

CAPA trabalha em três principais atividades: Curso de Novos Bispos, Programa de Comunicação e HIV/AIDS.

No plano estratégico para 2011-2015, CAPA atenderá em cinco direções:

  • Formação de lideranças com responsabilidade;
  • Saúde, HIV/AIDS;
  • Cura, Perdão e Renovação para uma Sociedade Justa e Pacífica;
  • Gestão de Recursos para Emancipação Sócio- Econômica;
  • Avanço da Reflexão Teológica Critica e de Ação;
  • Discernir Novas Fronteiras de Advocacy.

CAPA é organizado a partir de um Conselho que se reúne uma vez ao ano, seguido de um comitê permanente, que tem dois  grupos de trabalho, o financeiro – administrativo e de programas, e um escritório com o secretário geral e equipe de trabalho, atualmente com cinco pessoas.

A próxima reunião será nos dias  03 a 05 de fevereiro, em Burundi, e nesta reunião será eleito o novo presidente do CAPA, que atualmente é presidido pelo Bispo  Primaz Ian Ernest. Também o CAPA realiza a cada cinco anos a Conferência de Bispos Africanos, a última foi em  Uganda, em 2010 e reuniu 400 bispos. A próxima Conferência de 2015 será na cidade de Nairobi.

A visita foi um momento importante de trocas de experiência que motivou Dom Mauricio Andrade afirmar “sonho que possamos um dia efetivar o que já foi encaminhado em 1987, em Costa Rica, depois reafirmado em 2006, em Panamá, a criação de um CALAC, Conselho Anglicano Latino Americano e Caribenho, porque tenho certeza que este poderá ser decisivo passo para que unindo e articulando nossas Províncias a voz da América Latina e Caribe seja ouvida na Comunhão Anglicana”.